terça-feira, 1 de dezembro de 2009

“Aqui tem sal do cocho”



Em tempos bicudos, em que há gente a se arvorar a ser o que não é, ou o que foi, inclusive o “sabe tudo”, ou simplesmente o boquirroto do pedaço, vale lembrar um bordão que escutei dos matutos de Mesquita um dia desses: “Aqui tem sal no cocho, boi!”

Sábios matutos. Aos bois, o sal. Aos boquirrotos que se arvoram de ditadores, sal grosso nas costas também.


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Aviso aos navegantes. Caso alguma operadora de serviços de internet te ligue a oferecer o famoso serviço 3G fique atento.

O serviço deixa a desejar. O sinal chega mas a navegação lembra a internet discada. É sofrível.

Em alguns momentos até cumpre o seu papel, mas no balanço geral é uma porcaria. Aqui também tem sal no cocho.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Falta ordem no galinheiro

Uma proposta de lei em tramitação no Congresso Nacional prevê mudanças no Código Brasileiro de Trânsito. O motorista que for flagrado com sintomas de manguaça na cara será preso, fazendo ou não o teste do bafômetro.

Hoje se o bicudo se recursar a fazer o teste do bafômetro tem o carro e a carteira apreendidos, mas vai para casa. No máximo presta depoimento em uma delegacia de polícia. Com a nova lei, o sujeito será mesmo trancafiado.

O problema é que, enquanto nossos "doutos" legisladores aumentam os rigores da lei, os protegidos continuam a matar no trânsito e nada sofrem. Sequer viram notícia porque em geral os casos são encobertos. E como tem casos encobertos!.

A mudança também aumenta a multa para quem dirige e fala ao celular ao mesmo tempo. A multa sobe de R$ 85 para quase R$ 200 reais.

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Há asnos no Parque Ipanema

Por falar em dirigir e usar celular ao mesmo tempo nesta sexta-feira de manhã um motorista ao celular, que conduzia o Celta prata placa IOF 8503, de Porto Alegre - RS, atropelou um homem que fazia uma corrida na pista de caminhada do Parque Ipanema.

Vejam bem: na pista de caminhada do Parque Ipanema havia um carro com um motorista que falava ao celular. Estava com agentes culturais que preparavam, pela manhã um evento na parte Norte do parque. No local estavam, além dos utilitários e caminhões que descarregavam equipamentos, outros carros que levavam "artistas".

O homem que se exercitava pulou rápido ao ser atingido pelo carro e escapou, por pouco de ferimentos por causa do atropelamento. A reclamação foi levada aos vigilantes do Parque, que prometeram tomar providências. Será?

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Mas é preciso esquecer os asnos e a falta de governo para olhar outras coisas do lugar que é um refúgio para muitos ipatinguenses. Um bando de biguás (Phalacrocorax brasilianus), que passou uns 30 dias no Parque levantou voo e sumiu.

As aves migratórias, incomuns na região, despertaram a atenção de muitas pessoas, mas decidiram ir embora. Exímios pescadores, essas aves são comuns no litoral e no Pantanal e não se sabe como e porque vieram parar em Ipatinga. Devem ter encontrado algum parque por aí, mais seguro, sem veiculos atropeladores de gente que faz caminhada.


Foto de Woler Ezequiel: Biguá aterrissa no espelho dágua do Parque Ipanema

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Aquecimento global


Vamos mudar essa realidade? Com essa pergunta a exposição Arte e Mundo chama a atenção para o tema do momento.

Organizada por Kaká Ferreira e Zico Fernandes, a exposição percorre pontos de maior movimentação em Ipatinga (MG).



"Arte e mundo" fica em exibição até 5 de dezembro na entrada da Câmara de Ipatinga.



domingo, 22 de novembro de 2009

Antigos amigos comunicadores do rádio

Estive no fim de semana com dois grandes comunicadores. Sábado a noite recebi em casa o amigo e conterrâneo Luiz Omar, acompanhado da sua esposa, a engenheira ambiental Cláudia Brum. Luiz, depois de 30 anos nos estúdios, agora está agora fora do rádio. 


Mas noticiou-me que vai voltar em breve, talvez em dezembro ainda, em uma emissora FM, com uma comunicação mais aberta, dialogada com o ouvinte e em formato  que ainda está em montagem.


É bom saber disso porque o Luiz faz falta no rádio, assim como fazem outros comunicadores que, por uma série de fatores conjunturais, tiveram que ir fazer outra coisa. Citemos como exemplo Júlio Oliveira, antigo noticiarista da Rádio Itatiaia Vale do Aço, igualmente fora do rádio.

Neste domingo visitei em sua cabana no bairro Petrópoles, em Timóteo o comunicador Edmar Moreira. Aposentado, nem pensa em voltar aos estúdios. 

Sorvemos alguns goles, lembramos de nossos tempos juntos no rádio e rimos de coisas engraçadas e situações que enfrentamos com a maior tranquilidade, processos judiciais que ganhamos e lamentamos que tenha caído o nível da programação radiofônica.


O povo dificilmente fala no rádio atualmente. Quando fala é sobre uma coisa boba qualquer e, com raras exceções, os que fazem o rádio de hoje estão distantes do  povo. Algo vai muito mal.

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Algo vai mal também na educação. Os professores têm ficado absurdados com a horda que chega das ruas para ocupar as salas de aula anos após ano. 

Sem perspectivas, com baixíssimo grau de conhecimentos e interessados só no aqui e agora, os jovens são tidos por alguns professores como uma perda.

Nunca se viu tanta gente desinteressada, capaz inclusive de assumir isso, como fez uma mocinha que, ao visitar o jornal onde trabalho, na semana passada, disse que o seu único intersse no jornal é o resumo semanal de novelas.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Como é "ouvir" uma mão?

Passei na Câmara de Ipatinga nesta sexta-feira em busca de uma apuração e acabei por parar em outro assunto. 

Encontrei um grupo de surdos que fora ao Legislativo defender a aprovação de projetos de leis que os beneficiem. Parei na apresentação de uma poesia, por meio da Lingua Brasileira de Sinais (Libras).


Encontrei a integra da poesia, que foi escrita por dois autores surdos. Pare também um pouco e leia até o fim.


 Você precisa de ser surdo para entender!

Como é "ouvir" uma mão? Você precisa ser surdo para entender! O que é ser uma pequena criança na escola, numa sala sem som com um professor que fala, fala e fala e, então quando ele vem perto de você ele espera que você saiba o que ele disse? Você precisa ser surdo para entender! 


Ou o professor que pensa que para torná-lo inteligente você deve, primeiro, aprender como falar com sua voz assim colocando as mãos no seu rosto por horas e horas sem paciência ou fim até sair algo indistinto assemelhado ao som? Você precisa ser surdo para entender! Como é ser curioso na ânsia por conhecimento própriocom um desejo interno que está em chamas e você pede a um irmão, irmã e amigo que respondendo lhe diz: "Não importa"? Você precisa ser surdo para entender! 

Como é estar de castigo num canto embora não tenha feio realmente nada de errado a não ser tentar fazer uso das mãos para comunicar a um colega silencioso um pensamento que vem, de repente, a sua mente? Você precisa ser surdo para entender! 

Como é ter alguém a gritar pensando que irá ajudá-lo a ouvir ou não entender as palavras de um amigo que está tentando tornar a piada mais clara e você não pega o fio da meada porque ele falhou? Você precisa ser surdo para entender! 

Como é quando riem na sua face quando você tenta repetir o que foi dito somente para estar seguro que você entendeu e você descobre que as palavras foram mal entendidas? E você quer gritar alto: "Por favor, me ajude, amigo! Você precisa ser surdo para entender! 

Como é ter que depender de alguém que pode ouvir para telefonar a um amigo ou marcar um encontro de negócios e ser forçado a repetir o que é pessoal e, então, descobrir que seu recado não foi bem transmitido? Você precisa ser surdo para entender! 

Como é ser surdo e sozinho em companhia dos que podem ouvir e você somente tenta adivinhar pois não há ninguém lá com uma mão ajudadora enquanto você tenta acompanhar as palavras e a musica? Você precisa ser surdo para entender! 

Como é estar na estrada da vida encontrar com um estranho que abre a sua boca e fala alto uma frase a passos rápidos e você não pode entendê-lo e olhar seu rosto porque é difícil e você não o acompanha? Você precisa ser surdo para entender! 

Como é compreender alguns dados ligeiros que descrevem a cena e fazem você sorrir e sentir-se sereno com a "palavra falada' de mão em movimento que torna você parte deste mundo tão amplo?

Autores: Willerd e Madsen

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ninguém está seguro


Imagem da web: Brasil digital

Os episódios recentes, sobre invasão de hackers nos sistemas de segurança, de saúde, financeiro e outros setores, fizeram acender a luz amarela: ninguém está seguro no mundo virtual. Esse é um fato consolidado, antigo, mas de vez em quando as pessoas se esquecem do quanto é vulnerável esse minifúndio cibernético. 


O programa '60 Minutes', da rede estadunidense CBS, citou, no dia 8, dois dias antes do blecaute, fontes anônimas afirmando que os dois dias de apagão no Espírito Santo, em 2007, foram provocados por hackers que atacaram a companhia que controla o sistema de energia. Segundo a rede, hackers também teriam sido responsáveis por outro pequeno apagão no Rio de Janeiro em janeiro de 2005. 

Também ha informação confirmada que um hacker invadiu a rede do Operador Nacional do Sistema (ONS) que opera no Brasil o sistema integrado da rede elétrica, para mostrar que há falhas.

Já o governo insite em publicar nota em que afirma ser o apagão do dia 17 passado teve relação com curto circuito na rede interligada. O que provocou o problema, no entanto, não foi explicado com detalhes. 


O fato é que ninguém está seguro na rede. Não ha segredos nesse mundo digital que não possam ser descobertos e redes impenetráveis dessa grande "Matrix". 

Encontrar contas bancárias zeradas do dia para outro, descobrir que todos os documentos foram cancelados ou que o carro, a casa ou outros bens foram transferidos para o nome de terceiros de um minuto para outro era ficção cinematográfica, mas que pode ser esperado por qualquer ser vivente desse planeta. Salve-se quem puder.


Matrix: Piração do cinema bate às portas da realidade

sábado, 14 de novembro de 2009

Oba, fim de semana


Cenário do Horizonte de Ipatinga na manhã de sábado (14/11/2009). Lembrei-me de um velho sábio que sempre repetia: "É preciso ter tempo para olhar a gradeza nas coisas mais pequenas possíveis".


Duas Alexandrias

Um amigo me envia fotos tiradas em Alexandria. Nem pense na possibilidade de o colega ter atravessado o Atlântico e se aportado na importante cidade Egpicia, entreposto comercial milenar entre a África e a Europa por meio do Mediterrâneo.

As fotos são de Alexandria, no Rio Grande do Norte. Brasil.



No lugar do farol, na famosa cidade no norte da África, a nossa Alexandre tem uma pedra gigante. É a "Barriguda de Alexandria".



Em dos pontos mais equidistantes do centro brasileiro, uma paisagem perdida, parada  no seu tempo. Incrível.



Agora a Alexandria, do outro lado do oceano Atlântico. Também incrível.